A aposta de US$ 200 milhões da BlackOpal em dívidas de cartões de crédito brasileiros sinaliza a expansão dos RWA em mercados emergentes
A primeira onda de tokenização de ativos do mundo real (RWA) foi dominada por um único instrumento seguro: os títulos do Tesouro dos EUA (T-bills). Em meados de 2025, as T-bills tokenizadas representavam mais de US 200 milhões anunciado em janeiro de 2026 está reescrevendo esse roteiro — e apontando as finanças tokenizadas para uma fronteira muito maior e mais impactante.
A BlackOpal, uma empresa de ativos digitais especializada em crédito estruturado, garantiu uma linha de crédito âncora de US$ 200 milhões por três anos para tokenizar recebíveis de cartões de crédito brasileiros por meio de sua nova plataforma GemStone. O produto oferece aos investidores um rendimento anualizado de 13% em uma classe de ativos que a empresa descreve como de grau de investimento, anteriormente inacessível ao capital estrangeiro. Se funcionar, a GemStone pode se tornar o modelo de como o financiamento baseado em blockchain desbloqueia trilhões em crédito de mercados emergentes — não substituindo os bancos, mas contornando os gargalos que mantiveram o capital global afastado por décadas.