Abril sempre chega com um vento favorável histórico para o Bitcoin. Desde 2013, Abril fechou no verde 69 % das vezes, com um retorno mediano de +7,1 %. Mas o mês de Abril de 2026 começa com um novo fator imprevisível que nenhum modelo histórico jamais precificou: o "Liberation Day" (Dia da Libertação), o pacote de tarifas comerciais mais agressivo em um século, que entra em vigor em 2 de abril.
O Bitcoin acaba de registrar seu pior desempenho trimestral desde o Q1 de 2018, caindo 23,8 % — de US87.508paraUS 66.619 — o terceiro pior Q1 de sua história, atrás apenas do impacto da Mt. Gox em 2014 (-37,4 %) e do colapso da bolha de ICO em 2018 (-49,7 %). O sentimento do varejo atingiu uma leitura de 5 no Índice de Medo e Ganância em fevereiro, uma mínima histórica que superou até o colapso da FTX em 2022. No entanto, o trimestre também viu US$ 9,27 bilhões em financiamento de venture capital cripto, onze empresas solicitando cartas de bancos fiduciários nacionais junto ao OCC, e a SEC-CFTC classificando 16 tokens como commodities digitais pela primeira vez na história.
A questão ao entrar em abril não é se o Bitcoin está em má forma. É se a recuperação histórica consistente de abril pode se repetir quando uma tarifa de 34 % sobre a China, uma base de importação universal de 10 % e o aumento nos rendimentos do Tesouro (Treasury yields) estão puxando na direção oposta.